Se existem Lindy Hoppers a quem o termo “geniais” se podem aplicar o Skye e a Frida estarão sem dúvida incluídos.

Nesta secção encontram-se algumas das suas coreografias em conjunto, que se destacam, a nosso ver, por serem muito semelhantes à forma como eles dançam socialmente. A ideia que dá é que eles não coreografam: metem música, dançam umas quantas vezes, filmam tudo e no fim fazem uma colagem das melhores partes e memorizam-na.

Música: Johny Come Lately by Duke Ellington Orchestra

Quando este par entra em palco, todos sabem que algo de especial os aguarda, e isso nota-se pela loucura de palmas quando entram e logo a seguir quando a música começa e eles estão só a fazer bounce…

Só a fazer bounce? Repara na energia e fluidez do bounce deles? Repara como reflecte a acentuação da música. A questão aqui, é que embora este par não faça “crazy shit”, os básicos deles (bounce, rock-steps, andar) são tão empolgantes quanto aerials. Adiciona isso a uma musicalidade impressionante e a uma fluidez de movimento ímpar, e tens os ingredientes que tornam a dança deles mágica.

Nota como os movimentos deles são executados “até ao fim”, no máximo de amplitude possível, mesmo quando rápidos.

Para quem esteve no Atlantic Swing Festival 2013, reconhece alguns passos ensinados nas aulas: o twist com volta e salto logo aos 0:32, a frase musical inteira que começa aos 0:41, a variação e sequência de hand-to-hand aos 1:32.

Música: Something To Pat Your Foot To de Johnny Hodges
A forma como a Frida usa os punches musicais enquanto roda na saída do texas tommy aos 2:31 deixa-nos impressionados.

As voltas a solo aos 2:42 são um óptimo exemplo de como, mesmo que a música não tenha sincopação rítmica, incluí-la nos movimentos impregna-os de um drama extra que fica muito bem na música Jazz.

Esta coreografia não tem por onde lhe pegar. Quase todos os momentos são fantásticos. Até os passos mais simples ganham uma dimensão enorme dado a ligação altamente elástica entre eles e o ritmo quase perfeito com que os executam.

A deliciosa expressividade da Frida aos 1:21, é um excelente exemplo de como um movimento pode ganhar imenso sentido, adicionando-lhe tão pouco.

Adoramos a forma como a Frida continua a rotação aos 0:46 e o Skye a persegue com twists.

A sequência a solo que fazem aos 1:27 é conhecida como Chase Charleston da qual esta versão é um óptimo exemplar.
Música: Wham (Re-Bop Boom Bam) de Teddy Wilson

Quando chegaram ao ILHC 2009 (este vídeo é uma re-edição em 2010), Skye e Frida não tinham uma coreografia montada. Decidiram fazer algo com uma música familiar e usar muito do material que estavam a dar nas suas aulas. Não admira portanto que a dança pareça mais improvisada do que coreografada.

Durante a preparação, a Frida decidiu quebrar todas “as regras” sobre boa postura, equilíbrio e linhas criando uns swivels loucos que se tornaram altamente populares, mesmo entre os melhores Lindy Hoppers.

Outra coisa que se tornou viral foram as palmas (ver 1:43). Sempre que estiveres numa pista de dança e ouvires esta música, está atento. É daqui que vêm as palmas.

Música: Jump Through The Window de Roy Eldridge

Este vídeo é um excelente exemplo de como fazer parecer “lenta” uma música que é bastante rápida.

Aproveitam todos os breaks e frases musicais para incluir movimento que os acentuam. O segredo está fazer os movimentos “por completo”, mantendo a fluidez. Claro que fazer com a fluidez deles necessita de muito treino e uma boa dose de talento!

A simplicidade do movimento aos 1:35 contrasta com a dificuldade que é fazer com aquele stretch todo. Lindo!

Música: Twenty Four Robers de Fats Waller

Comparando com vídeos dos anos seguintes, nota-se que a ligação deles aqui ainda estava em modo experimental. Para além disso nota-se que estão um pouco stressados na fluidez dos movimentos. Claro que a velocidade da música não ajuda nada… mas não deixa de ser uma coreografia impressionaste.

Este é dos poucos vídeos onde eles fazem aerials

Música: Lunceford Special de Jimmy Lunceford

Interessante notar que o estilo de ambos estava na altura bastante diferente. Notam-se salpicos de influências de danças de salão, que estiveram ligadas ao “renascimento” do Lindy Hop nos anos 80.

Esta é das coreografias deles que mais se assemelha a tal e menos a dança social.

Embora pareça coreografado, o momento aos 0:26 pode ser liderado/seguido. Difícil, mas possível!

Música: Look-a-There de Slimg Gaillard e Slam Stewart

Não só são dos melhores Lindy Hoppers a pares, como são dos melhores Vintage Jazz dancers. Adoramos as aulas a Solo desta dupla, e neste vídeo consegue-se ver porquê: tudo parece tão simples e fácil, que até dá vontade de tentar fazer igual!

Embora não tenhamos a certeza, a parte a pares deste vídeo parece-nos improvisada.

Música: ‘Baby Won’t You Please Come Home’ de Jimmie Lunceford